O JOGO

Sem adulto, Unimed planeja reunir 1 mil meninas em projeto

ADCF DEIXA GESTÃO DO TIME ADULTO E COOPERATIVA MANTEM APOIO À MODALIDADE ATRAVÉS DA LEI DE INCENTIVO

Assis assegura prioridade ao projeto social do basquete feminino

Assis assegura prioridade ao projeto social do basquete feminino

A fase de grupos do Campeonato Sul-Americano de Clubes, disputada recentemente no Equador, foi a última competição do basquete feminino adulto de Americana sob gestão da ADCF Unimed. A cooperativa médica seguirá patrocinando a modalidade, caso haja novo gestor, mas a partir de agora a meta é a retomada de forma intensa do projeto social através das escolinhas de iniciação e das equipes de competição das categorias de base. A ideia, neste primeiro momento, é envolver 1 mil meninas de 7 a 12 anos.

O novo planejamento foi revelado ao O Jogo pelo médico Émerson Assis, presidente da Unimed e da ADCF Unimed. Lançado em 1998, o projeto social chegou a ter a participação de perto de 1,5 mil crianças e adolescentes nas cidades que fazem parte da área de atuação da cooperativa médica local.

No ano passado, porém, houve a necessidade de cortes em virtude da prefeitura ter parado de repassar às modalidades a verba da lei de incentivo ao esporte. O basquete feminino foi um dos que mais sofreram com o “sequestro” e, consequentemente, ocorreu a retração do projeto, com o fechamento dos núcleos de escolinhas e a extinção dos times de base.

Agora, cooperativa e clube voltam a dar atenção especial ao projeto. “Nosso objetivo é formar cidadãs através do ambiente saudável do esporte. A Unimed não abre mão desta condição”, afirmou Emerson Assis, em entrevista ao O Jogo, na manhã de segunda-feira (8), na sede da cooperativa, em Americana.

De acordo com o presidente da Unimed e da ADCF, a retomada do projeto se dará através dos núcleos de escolinhas em Americana e Santa Bárbara d´Oeste, além das equipes de competição das categorias sub-15 e sub-17, formadas exclusivamente por jogadoras residentes nas duas cidades.

“Teremos núcleos em escolas públicas e particulares, possivelmente também em praças de esportes. A ADCF Unimed vai contratar profissionais da área de educação física para atuarem no projeto”, explicou Assis. “O investimento será através da lei de incentivo, mas se houver necessidade de algum aporte financeiro, vamos fazer. Já tenho a aprovação da minha diretoria para investir no projeto que existe há quase duas décadas e é prioridade para a Unimed”, acrescentou o presidente.

Time adulto deixa de ter a gestão da ADCF, mas segue com apoio da Unimed

Time adulto deixa de ter a gestão da ADCF, mas segue com apoio da Unimed

“MANTIVEMOS O TIME POR RESPEITO”

A crise financeira do esporte de Americana teve início no primeiro semestre do ano passado, quando a prefeitura, mesmo recebendo o dinheiro da lei de incentivo, deixou de repassá-lo às modalidades. E agravou-se de vez no segundo semestre, quando a aplicação da lei foi suspensa.

Sem o repasse da verba estabelecida em lei, a Unimed teve que bancar a manutenção do time adulto durante toda temporada 2014/15. “Foi um momento difícil, pois acreditávamos que o dinheiro seria repassado, já que essa situação nos foi garantida pela prefeitura, o que, na prática, acabou não acontecendo”, lembrou o médico Emerson Assis, presidente da cooperativa e do clube.

Com a Liga Nacional em andamento, a Unimed assumiu toda responsabilidade financeira para não tirar a equipe do campeonato. “Mantivemos o time por respeito. Respeito à cidade de Americana, respeito à torcida que tanto nos prestigia, e, principalmente, respeito às jogadoras e à comissão técnica que tinham contrato em vigência”, afirmou Assis.

Com a retomada do projeto social, a ADCF Unimed deixa de gerir o basquete feminino adulto de Americana, mas seguirá patrocinando a modalidade em caso de nova gestão. “Vamos continuar repassando a verba através da lei de incentivo. Enquanto a lei estiver sendo aplicada, a Unimed estará junto com o basquete”, concluiu Emerson Assis.

Por Zaramelo Jr.

O Jogo | 14 de junho, 2015