O JOGO

Sandro Hiroshi troca gramados por pedanas e detona

Sandro Hiroshi durante etapa do Brasileiro nas pedanas do CAT

Sandro Hiroshi durante etapa do Brasileiro nas pedanas do CAT

Na adolescência no Maranhão, a espingardinha de pressão era apenas uma brincadeira. Depois de abandonar os gramados, o tiro virou coisa séria para o ex-atacante Sandro Hiroshi, 34 anos, radicado em Americana desde que por aqui aportou na década de 90 para jogar no Rio Branco. E o ex-jogador de futebol virou um terror nas pedanas dos clubes pelo Brasil afora.

Sandro começou a competir pelo CAT (Clube Americanense de Tiro) na segunda metade de 2012, logo após a vitoriosa campanha do Rio Branco na Série A3 do Campeonato Paulista. Foram seis meses de adaptação ao esporte. No ano passado, quando pendurou as chuteiras e passou a dedicar mais tempo ao tiro esportivo, começou a ter resultados expressivos.

Em 2013, Sandro Hiroshi foi campeão paulista no Trap Americano Classe B e vice-campeão brasileiro no Trap Americano Classe C. Nesta temporada, passou a atirar no Trap Americano Doublê e Fossa Olímpica, modalidades com maior grau de dificuldade. “Quis complicar um pouquinho”, disse o ex-atacante, em tom de brincadeira.

Mesmo estreante, Sandro Hiroshi está dando trabalho aos “atiradores experientes”. No último final de semana, por exemplo, ele foi o campeão geral da quinta etapa do Campeonato Brasileiro de Trap Doublê na Classe C Senior. Em duas séries, o atirador do CAT fez 93 pontos, contra 88 do carioca Heriberto Nilson Tereska e 84 do alagoano Elivaldo Ladimir Florentino de Oliveira.

Além do resultado individual, Sandro Hiroshi foi campeão por equipe com São Paulo ao lado de João Henrique de Andrade e Rafael de Andrade Neto. Juntos, totalizaram 277 pontos, ficando à frente da Bahia (261 pontos) e Espírito Santo (241).

“Acertar todos os tiros é como um gol”

Pelo que se tem conhecimento, Sandro Hiroshi é o único jogador de futebol profissional que migrou dos gramados para as pedanas de tiro para competir de maneira oficial. Ex-atacante revelado pelo Rio Branco, com passagens pelas seleções brasileiras de base e times importantes, como São Paulo e Flamengo, por exemplo, ele é reconhecido facilmente nos campeonatos de tiro em que participa pelo País.

“O pessoal me reconhece sim e muitos até pedem para tirar foto comigo. Isso é legal. Sinal que minha passagem pelo futebol foi bacana”, falou Sandro Hiroshi. “Algumas vezes ficamos mais tempo falando sobre futebol do que tiro”, ressaltou.

Durante a carreira no futebol, Sandro Hiroshi cansou de marcar gols pelos times nos quais jogou – foram mais de 100 como profissional. E no tiro, há algo tão emocionante quanto a um gol? O atirador responde com convicção: “A emoção só é igual a um gol se você consegue acertar todos os tiros de uma série.”

E o que é mais difícil: marcar um gol ou acerto, por exemplo, duas séries de 25 tiros? “Tanto no tiro como no futebol, tudo depende de como você está no dia, nas condições do campo ou da pedana, enfim, há uma série de fatores. Mas fazer 100% em suas séries do Trap Double e da Fossa Olímpica é muito complicado”, afirmou Sandro.

Texto e foto: Zaramelo Jr. | Zara