O JOGO

Papo com o Zara

papo com o zara

Secretário de Esportes de Americana, Odair Dias anunciou que, ao menos de agosto a dezembro deste ano, está suspensa a aplicação da lei de incentivo ao esporte. As empresas continuam recolhendo imposto, mas o valor fica na conta da prefeitura para ser aplicado em outras áreas.

Até o final do ano, quem quiser participar de campeonatos tem que se virar por conta própria. Do cofre público, não sai nada.

Aliás, do cofre público continuará não saindo nada.

Boa parte das modalidades não vê a cor do dinheiro há 4/5 meses.

Com base no que conversou com o prefeito Diego De Nadai, Odair Dias assumiu o compromisso de pagar os atrasados. Não estabeleceu prazo. Mas se comprometeu.

Se cumprir, fica bonito na fita.

Se furar, se queima.

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A lei de incentivo, em vigência desde janeiro de 1996, é boa.

Muito boa.

Precisa, porém, ser revista em alguns pontos.

Deve ser o complemento da receita de cada equipe. Não a totalidade.

Patrocínios, embora cada vez mais raros, não podem ser excluídos na busca diária por aporte financeiro.

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Ex-nadador e esportista declarado, o prefeito Diego De Nadai deve ter ficado muito chateado ao saber (se leu O Jogo) que o técnico e as jogadoras da equipe de handebol de Americana tiveram que tirar dinheiro do bolso para disputar torneio internacional na Colômbia.

Disputar e conquistar o título.

Mesmo levando e honrando o nome de Americana, como gosta de discursar Diego, o técnico e as meninas não receberam nenhum (nenhum!) tipo de apoio financeiro da prefeitura.

Lamentável!

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O vexame que o Rio Branco vem passando na Copa Paulista terá reflexos efetivos na montagem do elenco para a Série A2 de 2015.

Somente em último caso é que jogador quer saber de time que só toma porrada, que oferece comida em marmitex e que não tem sequer papel higiênico nos banheiros.