O JOGO

Papo com o Zara

papo com o zara

UM ANO DE CONQUISTAS E CRISE

2014 está chegando ao fim. No esporte de Americana, foi um ano de conquistas e problemas. Um ano de superação. Um ano de crise inédita, motivada pela falta de dinheiro. Mesmo assim, o balanço pode ser visto como positivo em termos de resultados. Fora das competições, não há muito (ou quase nada) para ser comemorado, pois a cidade mergulhou num caos terrível. A expectativa é que 2015 seja melhor, menos sofrido, embora não exista garantia de mudança radical do quadro a médio prazo.

Neste ano, o Rio Branco fez péssima campanha no Campeonato Paulista da Série A2 e só escapou do rebaixamento na última rodada. Na Copa Paulista, depois de um início catastrófico, com cinco derrotas em cinco jogos, o time reagiu e chegou às quartas de final, sua melhor participação de todos os tempos. O clube fechou agora em dezembro parceria com a Zaka Sports, que passa a ser a gestora do futebol pelos próximos três anos.

O basquete feminino da ADCF Unimed teve temporada extremamente vencedora, conquistando o título de todos os campeonatos que disputou. A equipe foi bicampeã da Liga Nacional, hexa do Campeonato Paulista, ganhou mais uma vez os Jogos Regionais e, de quebra, ainda faturou o Desafio Internacional 3×3.

No esporte amador, Americana teve resultados importantes em algumas modalidades que vêm se destacando já há vários anos, como ciclismo, natação e handebol, entre outras. Mas 2014 foi bastante complicado. Faltou dinheiro público a partir de abril e a grande maioria das equipes perdeu atletas de ponta.

Com salários atrasados de atletas e técnicos, Americana ficou fora dos Jogos Abertos do Interior, uma mancha altamente negativa para o esporte local. Nos Jogos Regionais, com quase todos os atletas somente da cidade, Americana ainda assim conseguiu o terceiro lugar na classificação geral.

Houve troca no comando da Secretaria de Esportes. Mario Antonucci, no cargo desde 2009, foi substituído por Odair Dias, que, por sua vez, deixou a cadeira para o retorno de José Fioque. Nenhum deles conseguiu sanar os problemas financeiros. Pior para o ex-karateca Odair Dias, já que foi em sua gestão que a lei de incentivo fiscal teve a aplicação suspensa e a Americana abriu mão dos Jogos Abertos.

Vexatória a temporada da Liga Americanense de Futebol (LAF). Dos campeonatos programados, conseguiu iniciar apenas metade e com dois meses e meio de atraso. Totalmente dependente dos cofres da prefeitura para pagamento da taxa de arbitragem, teve que adiar rodadas diversas vezes e terminou o ano sem definir os campeões. Sua sede está com as portas fechadas desde o final de novembro.

O esporte, mais uma vez, foi ignorado pela maioria massacrante dos políticos da cidade, que preferem se envolver com áreas que dão mais ibope (e mais votos, consequentemente).  Foram raros aqueles que não viraram as costas para os esportistas de Americana.

Pouca coisa foi feita na manutenção e modernização dos espaços públicos. Boa parte das praças de esportes encontra-se em situação precária.

Resumo da ópera: a competência, o talento e a qualidade que exalam dentro das quadras, dos campos, das pistas, enfim, de todos os espaços de competições, faltam (e muito) fora deles.

Que o prefeito eleito Omar Najar seja feliz na escolha do novo secretário de Esportes. Preferencialmente, alguém que efetivamente goste do esporte e do esportista e que não tenha ambição política…

Natal de luz, meus amigos!

Que 2015 seja de saúde, paz, sabedoria e momentos especiais!

Celebremos a vida!