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Papo com o Rafa

 

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QUANDO A FISIOTERAPIA SUPERA A CIRURGIA

Todos nós sofremos com diversas lesões ao longo de nossas vidas. Algumas bem leves e corriqueiras, que se curam sozinhas e nunca mais incomodam. Outras são mais graves, e nos causam grande perda de capacidade funcional, além de muitas vezes virem acompanhadas de dor persistente. Nesses casos, os de lesões mais graves, há muito se tem a idéia de que não há outra forma de resolver o problema que não seja algum procedimento cirúrgico.

Porém, com o avanço da fisioterapia, e das pesquisas na área (cada vez mais abundantes), muitos cientistas vêm comparando o resultado de procedimentos cirúrgicos dessas lesões com o tratamento conservador (sem cirurgia, através de fisioterapia), e observando quais têm o maior número de pacientes satisfeitos com o tratamento.

E em 10 lesões ortopédicas que tradicionalmente o paciente é encaminhado para a cirurgia, a fisioterapia, cientificamente comprovado, a iguala ou a supera quando analisamos os resultados finais. Eis a lista:

1 – Artroscopia para ruptura do manguito rotador degenerativa atraumática (quando há lesão dos músculos que estabilizam o ombro, o “manguito rotador”, desde que a lesão não tenha ocorrido por trauma).

2 – Artroscopia para osteoartrose de joelho e para lesão meniscal degenerativa (quando há artrose de joelho ou lesão dos meniscos por degeneração, desgaste).

3 – Reconstrução LCA para atletas recreacionais sem esportes de risco (lesão do ligamento cruzado, quando o paciente não quer voltar a praticar esportes de risco, como futebol ou basquete, onde ocorre muita mudança de direção).

4 – Artrodese para dor lombar discogênica (quando é indicado o uso de placa e parafuso na coluna por causa de hérnia de disco).

5 – Artroscopia para dor femuropatelar (quando o paciente tem dor na parte da frente do joelho, por sobrecarga na patela, o que é mais comum em mulheres).

6 – Descompressão cirúrgica para estenose degenerativa lombar (quando há estreitamento do canal da coluna, por motivo degenerativo, desgaste).

sndrome-do-impacto-1-7287 – Síndrome do impacto ombro (quando há inflamação do ombro, na maioria das vezes por elevação repetitiva do mesmo).

8 – Tendinopatia crônica e ruptura aguda tendão de Aquiles (quando o tendão se encontra com inflamação crônica ou lesão recente).

9 – Radiculopatia cervical (quando há dor cervical que irradia para os braços).

10 – Fratura proximal de úmero (quando há fratura do osso do braço, numa região mais próxima do ombro).

Por mais incrível que pareça, isso tudo é verdade. E não sou eu quem está falando, é a ciência. Em todas essas lesões citadas, se você fizer fisioterapia de qualidade, terá mais chances de ficar bom do que se resolver partir para cirurgia.

Mas, obviamente, a fisioterapia precisa ser de qualidade!!!

Bom Jogo a todos!!!