O JOGO

Novo prefeito, Omar fala sobre planos para o esporte

Omar teve mais de 91 mil votos na eleição deste domingo

Omar teve mais de 91 mil votos na eleição deste domingo

Eleito novo prefeito de Americana com mais de 91 mil votos, neste domingo (7), o empresário Omar Najar, 67 anos, falou ao O JOGO sobre seus planos para o setor esportivo. Confira:

O JOGO – Em sua administração, qual frente do esporte terá prioridade: a) esporte enquanto lazer e recreação, voltado à saúde de crianças e idosos; b) esporte voltado a escolinhas de iniciação para formação de atletas; c) esporte de alto rendimento voltado a equipes de competição na categoria adulto?

OMAR NAJAR – Tenho 67 anos e regularmente pratico esportes, então reconheço a atividade física como fundamental para garantia de qualidade de vida, seja para crianças, adultos ou melhor idade. Nosso objetivo é fortalecer o esporte em Americana em todas as áreas, mas terei carinho especial com as escolinhas de iniciação de formação de atletas, que têm enorme importância social, tirando os jovens das ruas e oferecendo oportunidades de futuro.

O JOGO – A lei de incentivo alavancou o esporte de Americana e desde sua criação sempre foi vista como fundamental para sobrevivência e fortalecimento da grande maioria das modalidades. Em 2014, a prefeitura deixou de fazer o repasse durante 5/6 meses e a partir de agosto a lei foi suspensa. O senhor pretende reativar a lei?

OMAR NAJAR – Acho fundamental reativar o Fundo de Assistência ao Esporte. Este é um recurso importante que garante a sobrevivência do setor em Americana. Vamos trabalhar não só para reativar o fundo, mas também para garantir os repasses    

O JOGO – A receita anual do esporte gira entre R$ 9 milhões/R$ 10 milhões. Com a atual crise financeira da prefeitura, é possível manter esse investimento já no início de seu mandato? Se não for possível, como o senhor pretende incentivar financeiramente o esporte?

OMAR NAJAR – Hoje existe uma “caixa-preta” nas finanças da Prefeitura de Americana. Não há informação oficial sobre o valor da dívida do município. Nosso desafio e nosso compromisso é administrar garantindo os investimentos para população.

O JOGO – O projeto Criança Total, que chegou a atender perto de 7 mil crianças e adolescentes e fechou o ano com número em torno de 4 mil participantes, corre riscos de ser extinto por falta de pagamento aos monitores e professores. O que o senhor pretende fazer para equacionar essa questão?

OMAR NAJAR – É inadmissível deixar professores e monitores sem pagamento. Tenho certeza que reativando o Fundo de Assistência ao Esporte vamos ter recursos para garantir a sobrevivência do Criança Total

O JOGO – Há parceria informal entre a prefeitura e as ligas de futebol e futebol de salão. As entidades cuidam da organização de campeonatos, sem cobrar taxa dos clubes, enquanto o poder público, além de ceder os espaços para os jogos, é responsável pelo pagamento da taxa de arbitragem de todas as competições. O senhor vai manter essa parceria ou vai exigir que as ligas passem a cobrar taxa dos clubes para que tenham vida própria, sem a necessidade do dinheiro público?

OMAR NAJAR – Nosso intuito é não cobrar nada de ninguém. Acredito que o incentivo ao esporte é uma obrigação do Poder Público. Agora, não sabemos a real condição dos cofres públicos, então chamarei os representantes das Ligas para juntos discutirmos o assunto.

O JOGO – O Estádio Décio Vitta foi municipalizado e é utilizado pelo Rio Branco, em média, durante seis meses do ano. A prefeitura gasta em torno de R$ 300 mil por ano na manutenção e praticamente não faz uso do local, já que não há infra-estrutura adequada para outras modalidades e o campo não pode ser utilizado para que o gramado não seja prejudicado. O senhor pretende manter a municipalização e executar obras no local para que outras modalidades possam utilizar o espaço?

OMAR NAJAR – Nossa proposta é garantir a abertura das portas do estádio Décio Vitta, não só para outras modalidades, mas também para população. Queremos levar atrações para o local e acabar com esta ociosidade.

O JOGO – O senhor pretende usar o prestígio do cargo de prefeito de Americana para buscar apoio financeiro das empresas para o esporte da cidade, tanto amador como profissional?

OMAR NAJAR – Com toda certeza. Ao fazer uma administração transparente, abrimos possibilidades para buscarmos parceiros que estejam interessados em lutar junto com a gente pelo desenvolvimento do esporte em Americana.

O JOGO – Quem será e qual o perfil do secretário de Esportes em sua administração?

OMAR NAJAR – Certamente será uma pessoa técnica, que conheça realmente o setor. Não tenho acordos com partidos políticos, nosso único compromisso é com Americana.

O JOGO – Em dois anos, período do mandato que o senhor terá, é possível reequilibrar as finanças  do esporte? Como isso tem que ser feito?

OMAR NAJAR – Hoje a máquina pública de Americana está “inchada”. Vamos cortar custos, valorizar os concursados e reduzir comissionados. Temos um bom orçamento, só é preciso administrá-lo com  responsabilidade.

O JOGO – O senhor e sua equipe já fizeram algum tipo de levantamento sobre a atual situação do esporte de Americana? O que o senhor tem em mãos como ponto de partida para sua administração?

Sabemos da situação precária de algumas praças esportivas e da paralisação das escolinhas e núcleos nos bairros. Vamos concentrar esforços para reverter esta situação.