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Molina sugere profissional na SE para lei de incentivo

Ricardo Molina defende gestão profissionalizada na Secretaria de Esportes

Ricardo Molina defende gestão profissionalizada na Secretaria de Esportes

Presidente da LBF (Liga de Basquete Feminino) e empresário da área de saúde radicado em Americana há 20 anos, Ricardo Molina participou esta semana do programa O JOGO NA TV, na RPTV (Rede Paulistana de Televisão). Entre vários assuntos abordados, ele sugeriu que a Secretaria de Esportes da cidade contrate um profissional para cuidar exclusivamente de projetos relacionados à lei de incentivo em nível estadual e federal.

“Não há outra alternativa: o esporte passa, fundamentalmente, pela lei de incentivo. Hoje, a aprovação de projetos não é tão difícil como era antigamente. O problema maior é a captação dos recursos. Por isso, a presença de um profissional especialista nesta área é essencial, já que as empresas, em sua maioria, não sabem os benefícios que têm e os esportistas, muitas vezes, nem têm noção de como elaborar e apresentar o projeto”, disse Molina.

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“A contratação de um profissional pela Secretaria de Esportes acabaria com esse problema, pois ele trabalharia para todas as modalidades, viabilizando os projetos. Seria uma gestão profissionalizada. Hoje, as equipes buscam individualmente algum tipo de apoio através da lei de incentivo e quase sempre não conseguem nada”, acrescentou o dirigente.

“Quando falo em lei de incentivo, estou falando da lei estadual e da lei federal. Em Americana, com o fim da lei, a prefeitura pode auxiliar indicando e prospectando empresas. O esporte americanense está patinando porque sempre dependeu muito do dinheiro da prefeitura”, afirmou Molina.

Candidato a deputado federal na última eleição – teve mais de 22 mil votos em sua primeira candidatura -, Molina também entende que a estrutura política de Americana deve ser melhor utilizada.

“O político tem influência e pode interceder pelo esporte junto às empresas. Americana tem deputados há muitos anos e pelo tempo de mandato, é muito pouco o que trouxeram de recursos para os esportistas da cidade até hoje. Poderiam e deveriam ter feito muito mais”, comentou.

Descentralização

Ricardo Molina negou categoricamente que tenha sido procurado pelo prefeito Omar Najar para assumir a Secretaria de Esportes após a saída de Oswaldo Klein Neto (Foca). “Não houve nenhum contato, nenhum. Não tenho dúvidas de que o Ricardo (Hetzl, que assumiu o cargo interinamente) tem capacidade para comandar a secretaria. É preciso ter arrojo para o esporte de Americana crescer de verdade”, falou.

Questionado durante O JOGO NA TV sobre quais conselhos daria ao secretário de Esportes, Molina foi categórico: “É preciso descentralizar as atividades, incentivando a prática pelos bairros. Andei bastante (pelos bairros) durante minha campanha e pude ver que falta muito esporte para eles.”

De acordo com Molina, “não é simplesmente fazer uma ou outra atividade de forma esporádica. É preciso que o esporte chegue aos bairros de maneira estruturada para atrair crianças e adolescentes. Tem que ser um projeto longo.” E acrescentou: “Voltar com os campeonatos escolares em diversas modalidades é outra necessidade urgente.”

“TENHO MUITO A CONTRIBUIR COM AS PESSOAS”

Apesar de não ter sido eleito na campanha a deputado federal, Ricardo Molina disse que foi positivo o balanço de sua primeira participação num processo eleitoral. “Primeiro, tenho que agradecer a todas as pessoas que depositaram a confiança de seu voto na minha candidatura e também a todos que estiveram ao meu lado. Saio extremamente feliz. Tudo que vi e aprendi nestes últimos cinco meses me faz entender que consigo melhorar as coisas. Tenho muito a contribuir com as pessoas”, falou.

Molina não descarta a possibilidade de seguir na política. “Ainda estou virando a chavinha de uma eleição, mas acredito, de verdade, que tenho condições, futuramente, de representar o esporte da região. Tem muita coisa a ser feita. E não falo apenas em associar um trabalho político a conquistas e competições, mas sim com o esporte vinculado à educação e cultura”, finalizou o empresário e dirigente esportivo.