O JOGO

Foca espera repasse de verba para equipes e escolinhas

Foca acredita que prefeitura manterá apoio às atividades esportivas

Foca acredita que prefeitura manterá apoio às atividades esportivas

Osvaldo Klein Neto, o Foca, não vem tendo vida fácil desde que assumiu o comando da Secretaria de Esportes de Americana, em dezembro do ano passado. A falta de recursos financeiros, que tornou-se rotina no cotidiano da pasta há mais de dois anos, atingiu patamar que o dirigente jamais poderia imaginar quando aceitou o convite para gerir a área.

Baseada na lei federal 13019/2014, a prefeitura de Americana decidiu, recentemente, anular a lei municipal de incentivo ao esporte. Assim, o último repasse feito ao esporte foi referente a dezembro de 2016. No primeiro trimestre de 2017, ao menos até agora, nenhum centavo chegou às modalidades que tinham receitas oriundas de parte do imposto pago por empresas.

Foca, então, viu-se numa autêntica sinuca de bico. Ao mesmo tempo em que precisa manter em atividade as poucas equipes de competição que sobreviveram à crise financeira e as escolinhas de iniciação, o secretário de Esportes não tem de onde tirar dinheiro.

Procurado pelo O Jogo, nesta semana, o dirigente evitou qualquer tipo de polêmica quanto ao tema. Reconheceu que a situação não é das mais favoráveis, mas disse estar esperançoso no apoio do prefeito Omar Najar.

“Conversei com o prefeito e ele me disse que vai ajudar o esporte. Ele está esperando uma posição do jurídico da prefeitura quanto à maneira legal que a verba pode ser repassada ao esporte”, disse Foca.

Via assessoria de imprensa, o prefeito Omar Najar afirmou que será destinado valor mensal ao esporte, ressaltando que “desde que dentro da legalidade”. O chefe do Executivo, no entanto, não disse de quanto será o repasse.

O Jogo apurou que, pela lei de incentivo, o esporte de Americana arrecadava, em média, R$ 180 mil mensais. Para manter uma rotina ao menos razoável no setor, a Secretaria de Esportes precisa de algo em torno de R$ 140 mil por mês. Porém, não há nenhuma garantia de que esse montante chegará aos cofres da pasta chefiada por Foca Klein.

Uma tímida luz no fim do túnel começa a surgir e é possível que algumas modalidades já tenham alguma verba a partir deste mês. Também via assessoria de imprensa, o secretário de Negócios Jurídicos, Alex Niuri, afirmou que ““o Jurídico analisou que o clube, comprovando que é amador, vai poder receber os repasses.”

Em contato com alguns técnicos e professores que eram remunerados pelo FAE (Fundo de Assistência ao Esporte), via lei de incentivo, O Jogo teve conhecimento que todos eles estão dando aulas e treinamentos sem receber salários há pelo menos três meses. O jornal também levantou a informação de que algumas escolinhas de iniciação perderam alunos.

Texto: Zaramelo Jr. > O Jogo