O JOGO
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Fé e emoção marcam ida de ciclistas até Aparecida

Grupo de ciclistas de Americana na Basílica de Aparecida do Norte

Grupo de ciclistas de Americana na Basílica de Aparecida do Norte

Entre os dias 29 de abril e 4 de maio, grupo de oito ciclistas de Americana viveu experiência ímpar pelo Caminho da Fé. No total, foram 488,1 km de muita fé e emoção até a Basílica de Aparecida do Norte, no Vale do Paraíba.

Participaram do trajeto de peregrinação inspirado no Caminho de Santiago de Compostela, na Espanha, os empresários Giovanni Stival Pamfílio, Marcos Romagnollo, Fábio Guidolin e Adriano Belmonte, os comerciantes Fortunato Ferragutti, Luiz Vanderlei Camargo e Newton Pupo e o representante comercial Ricardo Ruzza, além do engenheiro Clayton Andrade Silva, que atuou no apoio aos ciclistas.

O responsável pela formação do grupo foi Guidolin. “Em 2014, conheci o Caminho da Fé. Apesar do  sofrimento, me encantei com a energia e as maravilhas. As dificuldades são muitas, o caminho é muito duro, com subidas longas e inclinadas, muitas horas em cima da bike, mudanças de temperatura, mas tudo vale muito a pena”, comentou.

O Jogo acompanhou com exclusividade o início da peregrinação, no dia 29 de abril, um domingo. O grupo com sete ciclistas – Luiz Vanderlei integrou-se no dia seguinte – saiu exatamente às 6h32 do Bike Hotel, no Parque Novo Mundo, e foi até a Basílica de Santo Antônio, no centro de Americana, onde recebeu a benção do padre Leandro Ricardo.

Como Americana não é ponto oficial de partida do Caminho da Fé, os americanenses encararam a estrada e pedalaram 125,3 km até Aguaí, de onde partiram no dia seguinte para a peregrinação motivados pela religiosidade, autoconhecimento, turismo e esporte.

No dia 30, foram 113,1 km entre Aguaí e Ouro Fino. No dia 1º, 71,3 km de Ouro Fino a Estiva. No dia 2, mais 55,8 km entre Estiva e Cantagalo. No dia 3, 42,8 km de Cantagalo a Campos do Jordão. E, por fim, no dia 4, 79,8 km entre Campos do Jordão e Aparecida do Norte.

No trajeto, os ciclistas passaram estradas vicinais, trilhas, bosques e um pouco de asfalto de várias cidades, e dormiram (pouco) em pousadas. O grupo de Americana, assim como todos os peregrinos, teve que parar em vários pontos para carimbar suas credenciais para receber o certificado de conclusão.

Sem exceção, todos voltaram extasiados a Americana com a experiência vivenciada, com a mistura de sentimentos a cada pedalada, com a valorização da fé e da amizade e, acima de tudo, pelo privilégio de exaltar a vida…

Guidolin planeja Americana como ramal oficial

O empresário Fábio Guidolin, que já fez o Caminho da Fé quatro vezes, planeja colocar Americana na rota da peregrinação até a Basílica de Aparecida do Norte. Sua ideia é que a cidade seja um ramal oficial, um ponto de partida para os peregrinos.

“Hoje, quem quer fazer o Caminho da Fé, tem que ir a outras cidades mais para o interior. Americana tem ótima localização, inclusive mais perto da capital do que as demais que são ramais. Vou trabalhar para vializar essa situação”, disse.

Guidolin explicou que entrará em contato com os organizadores do Caminho da Fé para saber das exigências no sentido de tornar Americana um ramal oficial. “Acredito que, entre vários pontos, é preciso tornar o caminho viável e seguro, ter estrutura e o envolvimento da prefeitura”, salientou.

O que os peregrinos dizem…

“Alguns pontos a citar. O primeiro é a gratidão. Gratidão por Deus, por Maria, pela vida. O Caminho da Fé retrata muitas situações que vivemos no dia-a-dia, como alegrias e tristezas. Por vezes pensamos em desistir, mas damos uma respirada e vamos em frente, na superação. Assim também é na vida. O segundo ponto é a simplicidade. Encontramos pessoas que nos fazem perceber que não é necessário muita coisa para conseguir viver e ser feliz. E o terceiro ponto são os amigos, uma parceria sem a qual seria tudo mais difícil.”

RICARDO RUZZA

“O Caminho da Fé é um momento muito especial. É possível sentir uma vibração muito grande. Nele, você pensa e conversa com você mesmo a respeito de tudo que fez e vai fazer na vida. É muito gratificante.”

LUIZ VANDERLEI CAMARGO

“Toda peregrinação é sempre especial. E o Caminho da Fé não é diferente. São seis dias de reflexão para colocar ideias e pensamento em ordem. E, principalmente, para agradecer tudo de bom que temos na vida, como família, amigos, oportunidade de trabalho.”

FÁBIO GUIDOLIN

“Para mim, o Caminho da Fé é superação em razão de todas as dificuldades que se apresentam. A gente pensa em desistir, mas não desiste por causa dos amigos. Com certeza, se fosse para fazer sozinho, eu não conseguiria. Estar com esses amigos é sensacional.”

MARCOS ROMAGNOLLO

“O Caminho da Fé representa a nossa história de vida. Enfrentamos dificuldades e às vezes pensamos em desistir, mas buscamos superar todas as adversidades e aprendemos a lidar com tudo isso. E vemos que as nossas companhias nos ajudam e nos fortalecem. E, no meu caso, como gosto muito de esportes, também é um atrativo, pois fazemos o mountain bike.”

GIOVANNI PAMFÍLIO

“Foi uma experiência singular. Tudo na vida tem um propósito e durante o Caminho da Fé todos que estavam comigo acrescentaram muito à minha vida. Foi gratificante fazer novas amizades, que aumentam nossa fé, superação e força. E a simplicidade vista ao longo do trajeto mostra que para ser feliz não é preciso muita coisa.”

ADRIANO BELMONTE

“Sempre gostei de bicicleta. Minha vida basicamente é em cima de duas rodas. Sempre tive vontade de fazer o Caminho da Fé por diversas razões, mas, principalmente, pela gratidão por passar pelos desafios da vida. Foi uma superação e só tenho a agradecer aos amigos.”

FORTUNATO FERRAGUTTI

“É a segunda vez que faço o Caminho da Fé. Muito difícil. Muita subida. Muita energia. Muita luz. Muita oração. E muita fé.”

NEWTON PUPO

“Eu gostaria de ter ido de bike, mas não foi possível. Mesmo assim, fui agraciado por Deus para ser o apoio deles. Fiquei 90% do tempo sozinho e vi que é um negócio maravilhoso. Como é bom viver a vida, como é bom ter amigos. O Caminho da Fé te faz refletir muito e agradecer, ser melhor com você e, principalmente, com os outros. Aprendi muito. E esses caras são sobrenaturais. Nunca vi isso que eles fizeram. O esforço de cada um. É de tirar o chapéu. Essa turma é impressionante.”

CLAYTON ANDRADE SILVA