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Família de Rodrigo Benazzi cobra placa em ginásio do CC

Ricardo Benazzi espera homenagem à memória do irmão

Ricardo Benazzi espera homenagem à memória do irmão Rodrigo

Em setembro de 2011, a Câmara de Americana aprovou projeto de lei de autoria do vereador Odair Dias para que o ginásio de handebol do complexo poliesportivo do Centro Cívico, no Jardim da Colina, tivesse o nome de Rodrigo Benazzi. Passados três anos e quatro nomes da aprovação, a homenagem ao ex-jogador da equipe local morto em acidente automobilístico em novembro de 1998 não saiu do papel. Nenhuma placa alusiva à denominação foi instalada no local.

Ricardo Benazzi, irmão de Rodrigo e coordenador do handebol masculino de Americana, disse ao O Jogo que está disposto a usar a Tribuna da Câmara de Vereadores para expor a situação e cobrar a colocação da placa. “Apesar das péssimas condições em que o ginásio se encontra, é justo que o Didi (apelido de Rodrigo) seja lembrado, já que existe uma lei neste sentido. É uma situação delicada, que mexe com o sentimento de toda família”, afirmou.

Na opinião de Benazzi, falta empenho das autoridades políticas de Americana para que ocorra a instalação da placa com o nome de seu irmão no ginásio de handebol. “Já passou tanto tempo e nada foi feito.Se houvesse mais empenho, boa vontade, com certeza a placa estaria lá”, disse. “Se me disserem que não tem como colocar a placa, então que a lei seja revogada, assim acaba com essa angústia”, acrescentou.

Benazzi citou ainda que outros espaços públicos de esportes que receberam denominações já estão com as placas que têm os nomes dos homenageados. “Não tenho nada contra ninguém, pois todos são merecedores. Acho estranho que apenas a placa com o nome do meu irmão não foi instalada”, finalizou.

VEREADOR DIZ QUE HOUVE DESCASO DA PREFEITURA

Autor do projeto de lei que denominou Ginásio de Esportes Rodrigo Benazzi o espaço destinado ao handebol, no complexo do Centro Cívico, o vereador Odair Dias afirmou, ao O Jogo, que houve descaso da prefeitura no caso da instalação da placa reclamada pela família do homenageado.

“Fiz cobrança ao prefeito (Diego De Nadai) e ao secretário de Esportes (Mario Antonucci), assim como aos responsáveis pelo órgão de Comunicação, responsável pela confecção das placas. Sempre recebi um ´está sendo providenciado´. Infelizmente, prevaleceu o descaso, mesmo diante de minha insistência”, disse o parlamentar.

“Explanei a relevância e a significância de tal ato (instalação da placa), mas… Cheguei a me prontificar a arcar com a confecção da placa, mas houve descaso por parte daqueles que poderiam resolver”, acrescentou Odair.

Questionado pelo O Jogo porque não providenciou a colocação da placa no ginásio durante o período em que foi secretário de Esportes, o vereador do PV justificou que “me empenhei primeiramente em restaurar o recinto, e isso aconteceu. Estava em minha programação a instalação da placa, mas deixei o cargo sem ser avisado antes de realizar tal ação.”

Odair Dias falou ainda que “vou continuar reivindicando. Tenho certeza que o Omar (Najar, prefeito) e o Roger (Willians, vice-prefeito) terão sensibilidade e atenderão ao pedido.”

O ex-secretário de Esportes Mario Antonucci afirmou que sempre foi favorável à instalação da placa e que tentou efetivar a ação em várias oportunidades, porém, segundo ele, a confecção do material dependia da Secretaria de Obras.

ACIDENTE PROVOCOU MORTE DE 3 ATLETAS

Rodrigo Benazzi foi uma das três vítimas fatais do acidente automobilístico ocorrido na noite do dia 15 de novembro de 1998, no km 116 da Rodovia Anhanguera, sentido capital-interior, próximo à praça de pedágio de Nova Odessa. Na época, Benazzi tinha 26 anos. Além dele, também faleceram Fábio Evaristo Deltreggia, então com 24 anos, e Adriana Daniel de Camargo, 22 anos. O único sobrevivente foi Fred Schimidt.

Benazzi, Deltreggia e Schimidt foram a São Sebastião, no litoral norte de São Paulo, disputar um torneio de handbeach (handebol de praia) por Americana. O time local foi campeão e os três jogadores, mais Adriana, que namorava Benazzi e era atleta de luta de braço, decidiram retornar de carro. Os demais atletas voltaram no ônibus cedido pela Secretaria de Esportes.

O Corsa dirigido por Deltreggia chocou-se contra um pórtico. Ele e Adriana faleceram no local. Benazzi chegou a ser socorrido a um hospital de Campinas, mas não resistiu. O acidente fatal provocou comoção e até hoje é considerado a maior tragédia envolvendo esportistas de Americana.

Fábio Deltreggia foi homenageado com seu nome na praça de esportes do Frezzarin, enquanto Adriana Camargo tem o nome no ginásio de esportes do Jardim São Manoel, em Nova Odessa, onde morava.

Zaramelo Jr.

O Jogo | 10 janeiro 2015