O JOGO
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Em férias, Oscar visita projeto do Colorado

O jogador Oscar e o médico Rogério Panhoca, semana passada, na Arena Colorado

O jogador Oscar e o médico Rogério Panhoca, semana passada, na Arena Colorado

Em férias em Americana, sua terra natal, o meia-atacante Oscar, 26 anos, visitou o projeto social-esportivo do Colorado Esporte Clube, na tarde de quinta-feira (14). Atendendo convite do médico Rogério Panhoca, que é seu amigo particular e preside o clube, o jogador do Sanghai SIPG foi até a Arena Colorado, na Conserva, em companhia da esposa Ludmilla e do cunhado Henrique Mizuno.

Durante quase duas horas, Oscar conversou com crianças e adolescentes que fazem parte do projeto. Respondeu perguntas, deu autógrafos e fez fotos. Humilde, o jogador atendeu a todos com muita atenção. No final, tirou o chinelo e ainda participou de algumas brincadeiras de bola com a garotada.

Antes de ir ao gramado, Oscar conheceu a estrutura do Colorado junto com Panhoca. “Foi uma visita de cortesia, que fechou com chave de ouro as nossas atividades de 2017. Conversamos bastante e pode ser que futuramente Colorado e Oscar tenham algum tipo de parceria”, disse Panhoca.

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Já no gramado, sob olhares de admiração e encantamento daqueles que sonham em ser jogador de futebol, Oscar relembrou que por diversas vezes jogou na Arena Colorado (Estádio Victório Scuro). “Vim aqui em muitas oportunidades e não me lembro de ter perdido nenhum jogo”, falou o meia, que, na infância, jogou pelo Atlético Ipiranga.

No início da conversa com a garotada do Colorado, o jogador ressaltou a importância dos estudos. “É importante que vocês façam atividade esportiva e se dediquem aos treinamentos, mas é muito mais importante estudarem bastante. Sem estudo, é difícil vencer na minha”, afirmou Oscar, hoje um dos maiores salários do mundo entre os jogadores de futebol.

“Se do nosso projeto surgir algum jogador profissional, ficaremos satisfeitos. Mas nosso objetivo é formar cidadãos de bem. Cidadãos de caráter e retidão. Isso acontecendo, nos sentiremos felizes e com a sensação do dever cumprido”, salientou Rogério Panhoca.

Hoje, o projeto do Colorado, entre as escolinhas de iniciação e os times de competição, atende em torno de 300 crianças e adolescentes, de 6 a 16 anos, que não pagam nenhum centavo para participar dos treinamentos e jogos e que têm gratuitamente assistência médica e odontológica, além de psicóloga e nutricionista à disposição.

BATE-BOLA

Durante a conversa com crianças e adolescentes do projeto do Colorado, o meia-atacante Oscar respondeu diversas perguntas. Confira alguns dos assuntos abordados.

Time do coração

Hoje não torço para ninguém, mas na infância era são-paulino.

Seleção 1

Por estar na China, fico um pouco escondido, mas se o Tite precisar e me chamar, tenho certeza que não vou decepcionar, pois estou jogando em alto nível como sempre estive.

Seleção 2

Joguei no São Paulo, Internacional, Chelsea e agora estou no Shanghai, mas não há nada que se compare a vestir a camisa amarela da seleção brasileira.

Carreira

Pretendo ficar mais um tempo na China e depois voltar ao futebol da Europa para encerrar a carreira.

Internacional

Se fosse para voltar ao Brasil, voltaria sem problemas para jogar no Inter de Porto Alegre, que foi um time que marcou bastante na minha carreira.

Comunicação

Não falo absolutamente nada de mandarim. Me comunico na China através do espanhol e do inglês.

Mundial

Para os europeus, o Mundial Interclubes não tem a mesma importância que tem para os sul-americanos. É que lá os times estão no meio da temporada e focados em outras competições.