O JOGO

Check-in Esportivo: Introdução à corrida (parte 1)

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Todo corredor tem um início. Hoje, a convite da coluna, Dinael de Souza Machado fala de como entrou nesse mundo da corrida. Confira!

“Sempre tive bom fôlego para o futebol e certa vez resolvi arriscar participar de uma corrida de rua. Escolhi começar pela Integração de Campinas correndo a distância de 10km no ano de 2003 e de lá para cá participei de várias nas mais diversas distâncias: 5, 6, 8, 10, 15, 16,5 e 19km. Numa corrida que era comemorado o aniversário de Nova Odessa, reencontrei meu amigo dos tempos de colégio, Rogério Pecchio, que era treinador de corridas e pouco tempo depois comecei a fazer parte da Equipe Pecchio Run, na qual fiz ótimas amizades.

Incentivado pelo Pecchio, comecei a participar da Corrida de São Silvestre e foi uma experiência única, pois até então era um evento que eu só acompanhava pela televisão e de repente eu estava ali, correndo no mesmo lugar que muitos campeões correram. Depois das participações na São Silvestre, novamente fui incentivado a participar de uma corrida de montanha em Poços de Calda, de 16,5km, sendo mais de 5km só de interminável subida, porém ao chegar ao topo a vista da cidade compensa todo o esforço e desgaste.

Numas dessas várias corridas, tivemos contato com um grupo chamado Pernas de Aluguel e procuramos obter informações sobre seu funcionamento e objetivos. Fizemos contato com o grupo sediado em Campinas e participei ativamente junto com meu parceiro Pecchio e nossa fiel escudeira Eliana Amâncio e nossa presidente Silvia e criamos um grupo semelhante aos Pernas de Aluguel, o qual denominamos “SOMOS TODOS VENCEDORES” e começamos a organizar corridas em prol das crianças com necessidades especiais do PROJETO VIDA AMERICANA.

Dinael Machado

Nas minhas várias participações em corridas, descobri que a corrida é uma das únicas modalidades em que todos podem participar da festa ativamente, independente de nível técnico. Onde um reles mortal, muitas vezes sem o menor biótipo de corredor pode treinar, inscrever-se e participar de um mesmo evento que o recordista mundial, percorrer o mesmo percurso, ser visto pelas mesmas pessoas, contemplar as mesmas paisagens, tomar posse do mesmo espaço e, sobretudo, desfrutar do momento mágico de cruzar a tão desejada linha de chegada.

Quando não estou participando da festa como corredor, um dos locais que mais gosto de ficar é próximo à linha de chegada, pois ali se observa as mais variadas e interessantes expressões e reações. Tem gente muito feliz e sorrindo, dando socos no ar, gente chorando de alegria por um objetivo alcançado, que pode ter sido um recorde, uma boa colocação, a superação pessoal, ou simplesmente o fato de conseguir chegar, superando todas as adversidades encontradas pelo caminho. Mal sabemos quais foram elas. ”

Na próxima semana continuaremos com esse relato do Dinael. E não se esqueçam: dia 10 de novembro será nossa 3a Corrida e Caminhada do Projeto vida Americana. Nos vemos lá!