O JOGO

Casal vive aventura pelas trilhas de Monte Verde

carol e denis

Texto: Alessandra Santtos

Uma das cidades mais escolhidas, principalmente no inverno, para um roteiro romântico é a aconchegante Monte Verde, em Minas Gerais, localizada aproximadamente a 200 km de Americana. No entanto, o casal Carolina Panuncio, 36 anos, que atua na área de marketing, e Denis Ghiraldelli, 38, produtor de eventos, escolheu o local para mais uma aventura a dois: uma trilha de quase 20 km na Serra dos Poncianos, durante um final de semana.

A viagem teve início sábado, dia 19 de maio, às 10 horas, com objetivo de alcançar o Pico da Onça já no primeiro dia e montar acampamento para descanso. Além do frio, uma vez que os termômetros já registram temperaturas bem mais baixas, o casal ainda enfrentou chuva.

“A previsão era de 8 ou 10 milímetros de chuva durante todo o dia e isso já quebrou as esperanças de fazer a trilha. Estava caindo uns 4 ou 5 milímetros de chuva logo cedo e todos sabem que quando chove logo no período da manhã é esperada chuvinha no resto do dia. Desta forma, optamos em almoçar e depois ir para o Camping Monte Verde. Mas, após o almoço, a chuva parecia dar uma parada e conseguimos seguir com os planos”, disse Carolina.

O carro foi deixado na Avenida das Montanhas, próximo à Avenida Monte Verde. Com as mochilas nas costas e todos os aparatos específicos necessários para o trekking, às 13h30 eles iniciaram a subida com caminhada pela Trilha do Jorge, que liga Monte Verde a São Francisco Xavier. Foram subidas e mais subidas. O casal passou por um riacho, mas sem os pares de tênis, uma vez que depois o trajeto seria muito mais difícil com os pés molhados.

NAVEGAÇÃO

Conforme explicou Carolina, a trilha é relativamente fácil de seguir e mesmo sem uma sinalização existe marcas no chão que são seguidas pelos atletas-aventureiros. “Fora isso, é muito importante ficar de olho na navegação para não ter nenhum problema e saber controlar se está perto ou longe do destino”, salientou a profissional de marketing.

Seguindo em ritmo acelerado, após três horas da partida, Carolina e Denis, que estão casados há oito anos, chegaram no ponto de bifurcação da Onça. Depois de mais um tempo na estrada, enfim, encontraram a Pedra da Onça. Até este ponto, foram quase 7 km, 418 metros de elevação e atingindo a marca de 1.950 metros de altitude para encontrarem um cenário com clareira, rochas e vegetação, conhecida como Pico da Onça.

Segundo Carolina, a barraca foi montada bem próxima das rochas e vegetação, com a porta ao sul para fugir do vento forte que vinha do norte. E, aos poucos, chegaram mais aventureiros. Ao final da noite, havia um total de cinco barracas. “A temperatura caiu muito e com o vento ficou um frio que não estávamos esperando. Na madrugada, a temperatura caiu para 1°C e dentro da barraca não passou de 8°C”, destacou.

ÁRVORES CAÍDAS

Para o segundo dia, às 6 horas o casal já estava acordado, mas sem vontade de sair do sleepingbag. Mas, às 9 horas, teve início a segunda parte do destino: Pedra Partida, Redonda e Monte Verde. E durante o percurso, o casal passou por um mirante, fez fotos e continuou a caminhada até a base da Pedra Bonita, um conjunto de rochas, com aclive mais acentuado. A trilha mais discreta entre a vegetação ainda apresentava um agravante: com a chuva, várias árvores bambu caídas no caminho tornando obstáculos naturais.

Para chegar até Pedra Partida, foi necessário intercalar caminhadas e escaladas. O difícil foi passar sobre uma grande pedra, principalmente por cada mochila estar pesando aproximadamente 10kg. O vento realmente prejudicou e parecia que levaria jogaria as mochilas longe. Assim que atingiram o topo da Pedra, o casal descansou, comeu, bebeu água e ainda registrou o momento em fotos.

TRANQUILIDADE

O último trecho foi muito tranquilo, uma vez que a trilha era mais plana e havia muitas marcações nas trilhas. “Dali em diante é bem mais tranquilo, pois já é uma trilha utilizada por turistas. Trilha mais marcada no chão e sem muitas variações ou ramificações. Na verdade, com o cansaço, quase pegamos trilha errada. Logo notamos e retornamos à trilha correta. Andamos uns 50 metros a mais nisso. A trilha segue e nós seguimos junto com os turistas, sempre dando passagem e dizendo um “oi”. Quase todos os turistas que vinham de encontro nos olhavam e perguntavam: “a Pedra Partida tá longe?”, citou Ghiraldelli.

Depois, o casal acessou novamente à bifurcação para a Pedra Redonda, passando pelo Portal das Trilhas e desceu a Avenida das Montanhas até o carro. “Mas não se engane, a descida desde o portal até a Avenida Monte Verde é de uns 3 km”, alertou Carolina.

O relato completo dessa aventura você curte em fb.me/memoriasdecaroledeco