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André Fellipe realiza sonho no Cirque du Soleil

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By Zaramelo Jr.

Integrar a trupe do Cirque du Soleil é sonho de muitos. Realizá-lo é privilégio de poucos. O americanense André Fellipe da Silva, 25 anos, sonhou e realizou. Atleta de ginástica revelado em Americana e considerado um talento da modalidade, há dois anos faz  parte da maior companhia circense do mundo, fundada em 1984 e com sede em Montreal, no Canadá. Ele é um dos integrantes do show “Volta”, que já passou por nove cidades do Canadá e dos Estados Unidos.

André conquistou inúmeros títulos na ginástica pelas equipes de Americana, São Caetano do Sul, Joinville e Belo Horizonte. A performance em alto nível do atleta chamou a atenção de um olheiro do Cirque du Soleil, que o indicou para o casting da companhia de entretenimento canadense. Ele participou da seleção para novos artistas e foi aprovado.

André Fellipe espera continuar no Cirque du Soleil pelo menos por mais seis anos. Apaixonado por fotografias, tem intenção de atuar profissionalmente na área. Ser técnico de ginástica? O americanense disse que acredita não ter perfil para ensinar a modalidade esportiva que começou a praticar com apenas quatro anos de idade.

Em Americana nas últimas semanas para trabalho de fortalecimento muscular com o fisioterapeuta Rafael de Barros, do Instituto Avançado de Reabilitação Física (Iarf), o ex-aluno do Colégio Politec André Fellipe falou com exclusividade ao O JOGO. Confira!

Durante quantos anos você fez parte da equipe de ginástica de Americana?

Comecei a praticar ginástica com quatro anos e treinei até meus 12 anos de idade em Americana. Depois passei por São Caetano, Joinville e Belo Horizonte.

Quem incentivou você à prática da ginástica?

Por eu ser uma criança muito hiperativa, os meus pais me colocaram na prática de atividade física e escolheram a ginástica.

Quais foram suas principais conquistas?

Durante minha carreira, tive muitas conquistas, mas as principais foram 10 vezes campeão brasileiro, incluindo medalhas de individual geral, por equipes e por aparelho. Conquistei também quatro medalhas no Campeonato Sul-Americano, em Medellin, na Colômbia, sendo duas de prata e duas de bronze. Fui segundo colocado no solo no Campeonato LiuKin Cup, que aconteceu no Texas, em 2015, ficando ao lado do segundo maior atleta de ginástica do mundo Oleg Verniaiev. Foi nesta competição que encerrei minha carreira com 23 anos.

Como surgiu a oportunidade do Cirque du Soleil em sua vida?

Pelos meus bons resultados com a ginástica, um olheiro chamado Marco Antonio Bortoletto me indicou para o pessoal do Casting do Cirque du Soleil.

Você imaginava estar um dia no Cirque du Soleil?

Sim. Sempre sonhei com isso desde criança. Acho que é um sonho da maioria dos atletas de ginástica depois que encerram a carreira.

Qual foi sua reação quando surgiu a oportunidade?

Até chegar em Montreal, onde demos inicio à criação do espetáculo, ainda não estava acreditando no que estava acontecendo.

Por quantos países você já passou com o show “Volta”?

Passamos por dois países até agora, Canadá e Estados Unidos, num total de nove cidades. Estamos em turnê e ficamos, em média, de dois a três meses em cada cidade.

Na ginástica e no Cirque du Soleil, quais as pessoas marcantes em sua vida?

Sem dúvida foram meus técnicos e parceiros de equipe. E, claro, minha família, que sempre me apoiou e esteve ao meu lado.

Pretende, um dia, voltar a competir no esporte?

Sim, mas não profissionalmente. Apenas competições menores, por diversão.

Quais seus planos profissionais para o futuro?

Pretendo ficar no Cirque du Soleil por mais uns seis anos. Fazer meu pé de meia. Gosto muito de fotografia e tenho muita vontade de entrar e atuar nesta área. Fazer fotos de eventos, casamentos.

Não pensa em ser técnico de ginástica?

Me conheço bem e não tenho esse perfil. Fui um bom ginasta, mas como técnico não sei se me daria bem. Não tenho muita paciência para ensinar, para dar treinos. Sinceramente não tenho muita vontade de ser técnico.

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Americanense participa de 2 atos

Durante as duas horas do show “Volta”, do Cirque du Soleil, o americanense André Fellipe da Silva participa de dois atos. “São dois atos principais. Fico em cena algo em torno de 20 minutos”, explicou. Antes da estreia do espetáculo, foram oito meses de preparação, com 12 horas de treinamentos diários.

“Volta” tem como tema os esportes radicais; o enredo da série é sobre um popular apresentador de jogos chamado Waz, que foi cegado pela fortuna e fama, mas inicia uma busca pessoal para encontrar novamente seu verdadeiro eu, através de suas memórias, depois de descobrir um grupo de espíritos livres que encorajam ele durante este processo.